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sábado, 23 de junho de 2012

Relação Patologias e Suplementos

 
 Algumas patologias e sua relação com os suplementos
 
OBESIDADE

A obesidade se desenvolve quando o aporte de calorias é maior que o gasto energético do indivíduo. O excesso de energia se deposita sob a forma de gordura no tecido adiposo A obesidade nos indivíduos reflete a interação entre fatores dietéticos e ambientais com uma predisposição genética. O uso de alguns suplementos alimentares pode auxiliar na perda ponderal do obeso, e ainda contribuir com a redução das doenças que podem aparecer por conta do quadro nutricional destes pacientes. A utilização de suplementos que visam aumento do metabolismo e/ou perda ponderal de peso e massa gorda (termogênicos, CLA e TCM) é interessante para obesos, desde que sejam administrados com cautela devido aos seus efeitos adversos e os fatores de risco causados pela obesidade. O uso da whey protein seria positivo, pois ela tem a capacidade de auxiliar na perda de peso, através de suas elevadas concentrações de cálcio lácteo que inibem hormônios calcitrópicos responsáveis pela deposição de gordura, além de estimular o aumento de massa muscular, tecido do corpo metabolicamente mais ativo.

HIPERTENSÃO ARTERIAL

A Hipertensão arterial sistêmica (HAS) consiste em uma síndrome caracterizada pela presença de níveis pressóricos elevados associados a alterações metabólicas, hormonais e a fenômenos tróficos (hipertrofia cardíaca e vascular) A pressão arterial é diretamente proporcional ao débito cardíaco e a resistência nos vasos sanguíneos ao fluxo de sangue. Quaisquer fatores que interfiram nestes parâmetros podem levar à hipertensão arterial. Dentre os suplementos contraindicados para pacientes com hipertensão, estão os termogênicos, que de modo geral possuem substâncias simpaticomiméticas que tem a capacidade de elevar a pressão arterial e aumentar a frequência cardíaca. A ingestão de suplementos com elevado teor de sódio também não é recomendada, devido à relação bem documentada entre a ingestão de sódio e a hipertensão arterial em animais e no homem. No caso de pacientes hipertensos, a suplementação oral de L-arginina com o intuito de aumentar a produção de oxido nítrico pelo endotélio não é recomendada. Geralmente estes pacientes já fazem uso de hipotensores para controle da HAS e o uso de substâncias vasodilatadoras pode potencializar o efeito do medicamento, causando efeitos indesejáveis. A whey protein possui peptídeos bioativos que inibem a ação da ECA, enzima que catalisa a formação de um potente vasoconstritor, sendo benéfico para pacientes hipertensos.

DIABETES MELLITUS

A Diabetes Mellitus é um grupo de doenças caracterizadas por altas concentrações de glicose sanguínea resultantes do “defeito” na secreção de insulina ou ação da mesma. Também estão presentes anormalidades no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios. A utilização de suplementos que contenham carboidratos de alto índice glicêmico ou frutose, para indivíduos diabéticos ou que possuam resistência à insulina, só deve ser recomendada por profissionais que estejam acompanhando o controle metabólico do paciente diabético. Alguns outros suplementos que interferem no metabolismo dos lipídeos ou carboidratos podem não ser indicados para pessoas com diabetes. A ação do CLA sobre o metabolismo lipídico, pode levar à alteração no metabolismo da insulina. O picolinato de cromo tem sido utilizado como forma de tratamento oral para diabéticos, pois tem sido está associado tanto ao aumento da ação da insulina, como ao aumento do número de seus receptores Os dados científicos para indivíduos diabéticos com relação ao consumo de proteínas ainda são escassos.

ENCEFALOPATIA HEPÁTICA

A encefalopatia hepática (EH) é uma síndrome com sintomas neurológicos e mentais, se apresentando em diferentes graus de gravidade, sempre secundária à enfermidade hepática e freqüentemente associada com hipertensão portal. A não metabolização hepática de substancias nitrogenadas procedentes do intestino resulta na intoxicação cerebral da encefalopatia. Atualmente, a suplementação da dieta com aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs) em longo prazo tem demonstrado eficácia em diminuir as complicações hepáticas e melhorar o estado nutricional. Uma nova alternativa terapêutica consiste na manutenção de níveis baixos de zinco ou na administração de 2 aminoácidos, a L-Ornitina e L–Aspartato (LOLA) que procuram melhorar a metabolização da amônia em nível hepático. Em alguns casos há prescrição hipoproteica com propósito de evitar lesões mais sérias no fígado.

DOENÇA RENAL CRÔNICA

A doença renal crônica (DRC) se caracteriza por queda progressiva do ritmo de filtração glomerular com consequente perda das funções regulatórias, excretórias e endócrinas dos rins, podendo comprometer todos os outros órgãos do organismo. A restrição da ingestão proteica na DRC como estratégia para retardar a progressão da doença tem sido avaliada em diferentes estudos. A hiperfosfatemia e o aumento do produto fósforo-cálcio podem favorecer a precipitação de fosfato de cálcio no tecido renal, e assim acelerar a progressão da DRC. Qualquer paciente com DRC tem recomendações nutricionais específicas para a ingestão de proteína, carboidratos, calorias, lipídeos, sódio, potássio e fósforo, portanto suplementos protéicos, ou que contenham grandes quantidades de sódio, fósforo e potássio devem ser evitados.

FONTES DE PESQUISA journal of medicine , journal of nutrition, ACSM

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